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A inglória tentativa de desenredar os nós da meada caseira (1)

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 29.09.08

Este é mesmo o país do nevoeiro. Mesmo com céu aberto. O país onde se investem neurónios, energias e tempo a conspirar, a enredar meadas até não ser possível sequer desemaranhar os nós.  (2)

 

É por isso que lá terei de reconhecer esta evidência: esta minha tentativa de perceber o que se passa à minha volta, pelas técnicas de observação, associação, dedução, de factos, acontecimentos, discursos, pormenores, até organizar tudo num conjunto coerente ou plausível não é também, em si mesma, uma forma de auto-punição? É que os nós da meada caseira são mesmo impossíveis de desenredar. Só cortando o fio.  (3)

 

Por exemplo, tentar perceber esta implicância generalizada com o PSD e, mais especificamente, com Manuela Ferreira Leite!? E não é imaginação minha! 6ª feira, dia 26, no "Contraditório" da Antena 1 ouvi, perplexa, que haverá um grupo no PSD que andará a preparar um golpe palaciano para colocar Rui Rio como candidato a PM antes das eleições... E que Manuela Ferreira Leite seria uma candidata provisória a PM!?  (4)

 

Como é que eu posso interpretar isto? É como se também os jornalistas gostassem de enredar ainda mais o fio, em vez de procurar desembaraçá-lo! É estranho, no mínimo! E deixa-me intrigada. Será que o seu objectivo é criar um facto político? Primeiro, lança-se no plano hipotético; depois volta-se a ele até o tornar real, normal, natural. As pessoas ouvem, no início estranham, depois habituam-se, e finalmente acomodam-se. É isso? Não seria a primeira vez...

 

Mas consideremos que se trata mesmo de movimentações reais nos bastidores do PSD. Nesse caso, espero sinceramente que ganhem juízo, e depressa! Há umas pastilhas óptimas no mercado que ajudam a cair na realidade, a pôr os pés no chão. É que se o PSD não se afirmar agora, estável e consistente, não vai lá, não vai lá... Razão tem Luís Delgado quando disse, no mesmo programa, que o PSD já deveria estar estabilizado nesta altura e a dirigir-se ao eleitorado, não podendo, de modo algum, chegar a 2009 com o partido esfrangalhado.

 

Em vez de aproveitarem esta oportunidade única que lhes surgiu, de uma presidente com uma imagem de credibilidade - o seu maior trunfo -, em vez de construírem agora um projecto sólido e consistente a propor ao eleitorado, em vez de colaborarem com a actual equipa parlamentar liderada com dignidade e competência por Paulo Rangel, continuarem entretidos em conspirações de bastidor?

 

Se for mesmo verdade o que ouvi recentemente numa "Quadratura do Círculo" de haver no PSD quem prefira perder as eleições, e é o que vai acontecer se continuar a passar esta imagem de falta de clareza, de estabilidade, de consistência, então proponho aos iluminados de conversas paralelas em corredores e gabinetes, o seguinte exercício: tentem projectar-se no cenário pós-eleições 2009 em que o PSD perdeu. Que futuro vislumbram esses iluminados? Eu digo-lhes: dificilmente o PSD sobreviverá a mais 4 anos de governo PS. Já lá vão 10, com um breve intervalo. E se o PSD deixar de existir, também eles deixarão de ter qualquer base de sustentação política. O melhor mesmo é definir o seu território agora. E mudar de quadriga. Ou ir correr para outro estádio.

 

 

 

(1)  Desenredar = desemaranhar, desembaraçar, deslindar, desvendar, esclarecer, esmiuçar, explicar, perscrutar, resolver, solucionar, etc.

 

(2)  Desenredar nós em fios é um hábito antigo. Já em miúda adorava desemaranhar os fios que encontrava: as voltas do fio de telefone, por exemplo. Dava as voltas necessárias até o fio ficar de novo direito. Depois passei a fios e a nós mais difíceis e complexos. Novelos, fios de linha fora dos carris, etc. Tornei-me mesmo uma especialista.

 

(3)  Há uma técnica que exige uma enorme paciência, que é tentar alargar o nó e depois seguir o fio até apanhar um qualquer início e começar a separá-los. Só que há nós mesmo impossíveis de desembaraçar. Aí não há nada a fazer, é mesmo cortar a linha, ou o fio, ou o que quer que seja, e iniciar tudo a partir daí.

 

(4)  Então e o PSD andaria a brincar com o potencial eleitorado!? A brincar com as expectativas das pessoas!? Então e as Directas? Quando se perfilaram Patinha Antão, Passos Coelho, Santana Lopes, Manuela Ferreira Leite? Porque não avançaram nessa altura? É como se as Directas, o partido, o eleitorado, o país, não passasse de um jogo, de uma brincadeira sem consequências!

 

publicado às 11:49

Rómulo de Carvalho, o Professor-poeta

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 23.09.08

Ontem vi pela segunda vez um magnífico documentário sobre Rómulo de Carvalho, desta vez na RTP Memória.

 

Gravaram as opiniões de alunos seus, muitos deles cientistas e destes, muitos tinham enveredado pela Física, inspirados pelo Professor. Como diria um deles, se o Professor se tivesse dedicado apenas à investigação não teria feito tantos cientistas. Que frase lindíssima! Isto é o máximo que um professor pode conseguir!

 

Este professor era, em tudo, invulgar. Distante, discreto, rigoroso, correcto, não elevava a voz. E, no entanto, era respeitado pelos alunos. Uma das alunas dirá que tinha essa capacidade rara de descobrir as aptidões e qualidades de cada aluno e procurar soluções que as fizessem desabrochar. Outro aluno também dirá que naquela altura havia professores de liceu tão bons ou melhores do que os professores universitários. (Ainda apanhei essa época de raspão).

 

E há ainda a sua dedicação laboriosa na divulgação científica: organização e colaboração em revistas de Física, elaboração de programas e manuais escolares (1), investigação histórica, protecção de recolhas etnográficas para a criação de um museu da ciência, etc. Esta forte motivação pela partilha de conhecimentos científicos e do prazer da experimentação e verificação, é próprio do perfil de um professor. Um professor não se fica pela descoberta, quer partilhar com outros.

 

A Poesia surge, a meu ver, como uma síntese de todas as suas facetas, o professor, o cientista e o homem. Magnífica síntese! Verdadeiras construções filosóficas. Ciência e vida real. Com emoções e sentimentos lá dentro. E pensamentos lá dentro. E todo um universo lá dentro. E a ironia... Lepecki diz precisamente, no documentário, que a ironia está sempre presente na sua poesia.

 

Aquele poema a Galileu, por exemplo, está perfeito! A construção engenhosa, o dilema filosófico, a empatia com o homem e o cientista, a crítica fabulosa à linguagem do poder. E depois, aquela ironia final, a solução do poema... Brilhante! Assim como o poema da guerra, o compasso bélico, a destruição que nada deixa vivo atrás de si. Quase sentimos o frio da ausência da vida, a demência e inutilidade de tudo aquilo... Fortíssimo! (2)

 

Parece que o poder político da altura não se sentiu pessoalmente atingido por estas críticas do Professor-poeta. O próprio dirá, entre o perplexo e o divertido, que até lhe tinham dito que o Américo Thomaz gostava dos seus poemas.

 

Interessante será estudar e analisar o que o pseudónimo António Gedeão significaria realmente para Rómulo de Carvalho. Pressinto que seria mais do que um simples pseudónimo. Refere-se a ele, e brinca com isso. Matou-o a certa altura e até lhe escreveu poemas póstumos! Suprema ironia...

 

Também interessante esta perspectiva da gestão do tempo: a sua vida estava organizada para o seu trabalho intelectual. Di-lo de forma clara, que se convivesse mais não teria feito metade do que fez. É uma disciplina diária, de continuidade da acção com um objectivo, que encontramos nos homens (e nas mulheres) com um trabalho significativo.

 

Outro registo que me ficou na memória: o Professor-poeta diz claramente, sem hesitações, não acreditar no ser humano, sempre preocupado com os seus interesses pessoais, incapaz de pensar no bem comum, e isto tanto em regimes totalitários como em democracia. Interessante pensarmos que certamente Rómulo de Carvalho terá aumentado as probabilidades da emergência de uma inteligência universal e de uma consciência abrangente.

 

 

(1)  Fiquei a saber que ainda recebi a sua influência, de cientista e professor, de forma indirecta, através do programa da disciplina de Ciências da Natureza do Ciclo Preparatório, reforma que apanhei no seu início. Muita experimentação, disso lembro-me bem porque adorei as aulas práticas, naquela idade deixam-nos uma agradável impressão.

 

(2)  No documentário Rómulo de Carvalho refere-se a Manuel Freire, que musicou alguns dos seus poemas, como o seu maior divulgador. Via-se a sua satisfação pelo facto de Manuel Freire ter levado a sua poesia às pessoas que, de outra forma, não a teriam sequer conhecido. É essa a magia da comunicação! Levar os autores aos seus leitores!

 

publicado às 10:58

Talvez Luís Delgado tenha acertado na previsão, no programa "O novo ano político" da Sic Notícias há cerca de uma semana, que estas próximas eleições legislativas serão muito renhidas e assemelhar-se-ão às eleições americanas.

 

Visualizei logo as quadrigas a preparar-se para a linha de partida. Mas até agora, a que já se colocou lá foi precisamente a socialista, que investiu em manobras para garantir uma posição favorável e até já arranjou uma forma de subir a parada das apostas.

 

A sério!, por momentos até eu pensei que aquele cavalo bravio da quadriga socialista, que começou a relinchar e a bater com os cascos no chão, fosse um descendente do Black Beauty e que agora os genes estavam a reivindicar essa memória de amplas planícies e livres galopadas. Mas parece que foi tudo orquestrado pelo angariador de apostas e o treinador. Foi o que ouvi recentemente a um patrício romano, que um dia estas técnicas seriam ensinadas nos Liceus e chamar-lhes-iam marketing político.

 

Ah!, e não esquecer a festa de distribuição de ofertas e de brindes, tipo quermesse ao contrário! Bandeirinhas, algumas amarelo-dourado tibetano (?), a esvoaçar entre sorrisos de spot publicitário... Um dos Anciãos tropeçou no palco mas aguentou-se em pé, a palavra povo (!) surgiu no discurso, a quadriga socialista diz não ter vergonha de estar no meio do povo (percebi bem?) Para já, nunca vi esta quadriga inter-agir digamos assim com o povo. E depois, porque é que alguém havia de ter vergonha de o fazer?

 

A quadriga laranja sempre inter-agiu bem com o povo. É mesmo "tu cá tu lá"!

A quadriga azul e amarela, melhor ainda! Entendem-se perfeitamente!

A quadriga vermelha sai sempre de braço dado com o povo, são amicíssimos!

E as restantes, sempre no meio do povo, sempre na rua, sempre a inter-agir!

 

A quem se aplica então aquela palavra vergonha? Não será à quadriga rosa? Que se posicionou desde logo no palco, no púlpito, no pedestal... sempre a olhar de cima para baixo!? Bem, o povo tem-lhe respondido à letra, com apupos e assobios. Se conseguirem agora inter-agir pacificamente, se com estas festas de ofertas e de brindes o povo se deixar seduzir, bem... isso será digno de ser apreciado, no mínimo!

 

publicado às 11:47

Associação Salvador: a expressão de uma natureza luminosa

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 16.09.08

Salvador. Li a sua história pela primeira vez nas Selecções Reader's Digest e fiquei muito impressionada. Algum tempo depois vi-o numa entrevista, penso que na RTP1 com Judite de Sousa. E neste domingo, dia 14, na Sic Notícias, em que dá informações sobre a Associação Salvador, de que é Fundador: as áreas em que intervém, apoios, etc.

 

No site da Associação encontramos toda a informação:

 

http://www.associacaosalvador.com/

 

Ao visitar o site ficamos a saber que "a Associação Salvador promove a conquista pelos nteresses e direitos das pessoas com mobilidade reduzida, em especial das pessoas portadoras de deficiência motora." E ainda que "o ano de 2008 é assinalado como o efectivo ano de arranque em termos de acções, com objectivos concretos e ambiciosos, munida de uma equipa de permanentes e voluntários de grande qualidade, com visão para grandes resultados."

 

O objectivo fundamental está inscrito nestas frases: "Há muito a fazer para que as pessoas com mobilidade reduzida se integrem naturalmente na sociedade activa, à qual podem e devem pertencer, sem as constantes barreiras que se entrepõem. Há muitas pessoas que vivem em situações precárias por falta de meios que os permitam seguir  com a sua vida e que barram a sua integração e liberdade, vendo-se obrigados a ficar quase permanentemente fechados em casa. Pessoas nestas condições facilmente deprimem e desistem. Queremos mudar esta realidade."

 

É raro ver, numa única pessoa, todas estas qualidades: directo, genuíno, comunicativo, de uma inteligência e consciência do seu papel, próprios de uma maturidade e coragem, invulgares na sua idade.

 

Para mim, que encontro metáforas mesmo sem as procurar, é uma luzinha na noite, como aquelas luzinhas isoladas que vemos quando viajamos à noite... E como é da sua própria natureza, uma luzinha expande-se naturalmente, ilumina a noite escura, indica um qualquer caminho. Não precisa que lhe digam como, exprime-se tal como é.

 

publicado às 11:07

Jogos Para-olímpicos: o prazer de competir e a camaradagem desportiva

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 15.09.08

Contrariamente aos Jogos Olímpicos, que não acompanhei, apenas vi o salto magnífico e poético de Nelson Évora na RTPN, em câmara lenta... tenho procurado ver os Jogos Para-olímpicos, sempre que possível.

 

A presença destes atletas na competição é, só por si, uma inspiração. Ultrapassar obstáculos e condicionalismos, com aquela disciplina e determinação, é qualquer coisa que está para além de qualquer ideia filosófica. O prazer de competir, a camaradagem desportiva, está impresso no melhor da natureza humana.

 

Os Jogos Olímpicos podem aprender imenso com os Jogos Para-olímpicos.

 

Um pormenor que me deixou enternecida (é o meu lado lamechas): o carinho do povo chinês, as pessoas comuns digamos, pelos medalhados. Como crianças curiosas, rodeiam-nos fora do recinto, querem pegar nas medalhas e tirar fotografias de grupo... Sim, como crianças ou adolescentes em visitas de estudo...

 

Mesmo quando abordadas na rua, as pessoas comuns revelam esse lado  afável, simples, comunicativo, saudável, que contrasta completamente com o "espectáculo esmagador de Propaganda do Partido", essa síntese imperial-maoísta. Como coexistem estas duas dimensões, é um mistério... (E provavelmente, se o Partido não fosse tão centralizado e organizado, a China implodiria. Terá de ser um processo faseado, progressivo. Qualquer mudança brusca ali teria consequências catastróficas).

 

publicado às 14:43

O jornalismo caseiro e o comentário político doméstico

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 12.09.08

Este é o país do nevoeiro, mesmo com céu aberto.

 

E o jornalismo caseiro e o comentário político doméstico, em vez de clarificar a confusão, aumenta a confusão... (Aqui refiro-me ao jornalismo e ao comentário televisivo, mas não me admirava nada que o fenómeno se alastrasse aos jornais...)

 

Nem se percebe bem se é para arranjar notícias que se dá espaço a: informações contraditórias; maledicência rasteirinha; argumentos de trazer-por-casa; análises políticas inclassificáveis.  (1)

 

Vamos imaginar tudo em desenho animado: um perdigueiro (jornalismo caseiro) todo lampeiro, olho vivo, orelhas arrebitadas, sempre a farejar, à procura de lebres. De vez em quando, bingo!Só que algumas são lebres verdadeiras. Outras, são daquelas lebres mecânicas, pequenas partidinhas que lhe vão pondo no caminho. E são tão ingénuos que nem reparam no mecanismo que têm por trás para dar corda.

 

Claro que há excepções. Mas são isso mesmo, excepções.

 

E agora, também em desenho animado, os comentadores políticos domésticos em tempo nobre de telejornais: esta é mais difícil. Uns são talvez como aquelas gralhas falantes, incompreensíveis, mesmo para alguém que pensava perceber a língua portuguesa. Outros, como ilusionistas, que bichinho os exemplificaria bem?, uma serpente?, são os mistificadores, os que nos dão lições de política, de "timing" político, oportunidade política, etc. Sim, só mesmo uma serpente para dar a maçãzinha ao Adão...

 

Claro que há excepções. Mas são isso mesmo, excepções.

 

Ontem, por exemplo, ouvir dizer que "a Dra. Manuela Ferreira Leite não tem sentido de 'timing' político porque veio falar de um tema que não tinha nada a ver com o ASSUNTO DO DIA: o diferendo entre o PS e o Presidente, o fim da tal lua-de-mel, etc. e tal, por causa do ministro da Administração Interna que se quis desculpabilizar (olha a novidade...) pelos fracos resultados obtidos..."

 

Isso é assunto? (2)

 

ASSUNTO DO DIA é precisamente a intenção do PS alterar as regras do jogo ANTES do jogo, para aumentar as suas probabilidades de ganhar.  (3)  Querem o ASSUNTO DO DIA? É esse!

 

O outro assunto nem sequer é um assunto, é uma manobra de diversão, uma lebre mecânica, e o PSD nem deve perder tempo com ele. O PSD não tem absolutamente interesse nenhum em meter-se em luas-de-mel institucionais, nem no fim delas. O Presidente acordou para a realidade? Viu finalmente que o PS, se não o travam, atropela tudo e todos? Ainda bem.

 

ASSUNTO DO DIA é  a nossa triste situação actual, é esta confusão geral, esta decadência geral, agora perfeitamente exemplificada com a proposta de alteração da lei eleitoral a 1 ano de eleições! 

 

Estou grata à Dra. Manuela Ferreira Leite por me alertar, como cidadã, para mais esta situação insólita da nossa, também já insólita, democracia.

 

Também cá temos os nossos Berlusconis!

 

Se só agora é que o Presidentedeu por isso... estamos bem arranjados...

 

 

(1)  Não, não se está a pedir ao jornalismo caseiro que resolva a situação nacional mas que, pelo menos, não complique...

 

(2) Os políticos, para chegar ali, vão a votos! E os comentadores políticos domésticos, quem os avalia? Quem os responsabiliza pelo que andam a confundir e a mistificar? Para já, revelam uma enorme falta de respeito pelos nossos neurónios... e pelos nossos ouvidos também... 

 

(3) Se os emigrantes não contassem tanto, porque se lembraria agora o PS da sua existência? Até agora não os tem sequer contabilizado nas suas famosas estatísticas...

 

 

publicado às 10:57


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